Uma Luta Cor de Rosa: Por Drª Alba Dias

 

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O movimento Outubro Rosa deixa o mundo mais cor-de-rosa, feminino, bonito e mais alerta. Marcado por um movimento de vários setores da sociedade com objetivo claro de conscientizar o maior número de pessoas sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama.

No Brasil, desde o início dos anos 2000, o Outubro Rosa vem sendo intensificado por diversos segmentos da sociedade em ações como palestras, eventos esportivos, desfiles de moda e mutirões de exames de prevenção, além da famosa iluminação, na cor rosa, de prédios públicos e monumentos de diversas cidades do país.

O câncer de mama configura um problema de saúde pública mundial, devido à sua incidência crescente e ainda com altas taxas de mortalidade nos países em desenvolvimento, atribuída, principalmente, aos diagnósticos tardios da doença.

A estimativa do INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva) para 2016 – 2017 é de 57.960 casos novos desta patologia.

Quando falamos em prevenção do câncer de mama, significa diminuir ou eliminar a exposição da mulher aos fatores de risco, a fim de reduzir a possibilidade da ocorrência da doença ao longo da vida.

Estes fatores de risco são inúmeros, como o consumo excessivo de álcool, obesidade, principalmente na pós-menopausa, menarca precoce, menopausa tardia, história familiar de câncer de mama e/ou de ovário na  família,  terapia de reposição hormonal por longo período, dieta rica em gordura, dieta pobre em fibras e sedentarismo.

Os estudos demonstram que por meio da alimentação saudável, atividade física e do controle do peso corporal é possível evitar 28% dos casos de câncer de mama.

Um grande aliado nesta luta é a realização do auto-exame das mamas que é muito importante, mas sempre aliado à consulta com o mastologista,  realização de mamografia, ultrassonografia e outros métodos diagnósticos.

A mamografia ainda é o método diagnóstico de imagem mais importante na detecção precoce do câncer de mama e deverá ser iniciado a partir de 40 anos de idade, anualmente. Porém, muitas mulheres podem ter indicação de realizá-la antes desta idade, o que será decidido pelo mastologista.

Outro aspecto importante a ser discutido é a realização de ultrassonografia em mulheres jovens. Este é o exame de escolha para mulheres que ainda não realizam a mamografia de rotina.

Portanto, devemos estar atentas à avaliação mamária frequente, pois todos os exames são complementares ao exame clínico realizado pelo especialista, que é o médico credenciado para avaliação e condução das doenças mamárias.

 

Dra Alba Dias – Mastologista – CRM 12312

 

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Postado por - 25 de abril de 2017 0
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