Lá como cá! Por Mário Machado Júnior

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Eu vinha me preservando de falar, ou escrever, sobre as eleições no Big Brother – USA, posto não achar motivo, causa, razão ou circunstancia que justificasse, mas depois de ouvir um comentário, não lembro onde, tomei a decisão hoje, justamente no dia da eleição. O comentário dizia mais ou menos o seguinte: se o Trump ganhar, aqueles que guardam as malas dos códigos de lançamento nuclear vão dar as senhas erradas para o cara? Eu me apavorei!

Comecei a analisar e cheguei a seguinte conclusão: estamos vendo o mesmo filme de novo, só que agora em versão em inglês, ou dublado em inglês. A Hillary é a Dilma deles, o Trump é o Aécio deles. Versão 2016!

A Hillary é a Dilma deles, pois vem a ser sucessora do atual governo, do mesmo partido, de um presidente inusitado, populista e popular ao fim do seu mandato. Mulher, aliás, a primeira mulher a concorrer ao cargo e com efetiva possibilidade de ganhar, assim como Dilma ganhou, com favoritismo liderado pelas chamadas minorias americanas.

Eu traço o comparativo com Dilma e Aécio, pois realmente se assemelham.

O Trump é o Aécio deles, pois é um riquinho metido a besta que não tendo mais nada o que fazer da vida resolveu sair candidato e rompeu com todas as expectativas e chegou a corrida principal, apoiado pela elite branca, preconceituosa, armada e sem complexo de culpa.

Não torço para ninguém, ate porque o meu pobre cérebro não consegue entender um país considerado a maior democracia do mundo livre e moderno que libera o voto do seu cidadão, permite que ele vote antecipado, que vota pelo correio, que no dia da eleição não é feriado, onde a verdadeira eleição do presidente é por voto indireto, colégio eleitoral. Loucura, loucura, loucura.

O grande detalhe é que ambos são revestidos da mais impressionante rejeição possível e imaginável. O risco não é o chamado voto útil, mas o de terem que votar, aqueles que se dispuserem a ir, no menos pior.

O dia de hoje promete colocar o mundo inteiro de joelhos em frente as televisões, computadores, rádios na expectativa dos resultados. Se lá for como cá vai dar Hillary. Tudo bem que a eleição no Brasil em 2014 não deixou o mundo em suspense ou com o folego preso, mas os seus desdobramentos com o fim claro de Dilma provocou certo constrangimento.

Hillary pode ser o menos pior de tudo. Trump pode ser o mais pior de tudo!

QUE DEUS NOS PROTEJA!

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