Soja mantém preços estáveis e tem disponibilidade no mercado

 

O mercado brasileiro de soja se manteve estável de norte a sul do país nesta quinta-feira (23) de feriado nos EUA e falta da referência da Bolsa de Chicago, portanto. Comemorou-se o Dia de Ação de Graças entre os norte-americanos e os negócios, portanto, serão retomados nesta sexta-feira (24), em um pregão reduzido.

As principais referências terminaram o dia sem qualquer movimentação no interior do país e nos portos. A soja disponível ainda marca os R$ 75,00 em Paranaguá e R$ 74,30 em Rio Grande, enquanto a safra nova tem R$ 75,00 e R$ 77,00, respectivamente.

“Somente uma ou outra posição regionalizada para indústria – para atender a demanda do setor de ração destes últimos momentos do ano – foi registrada. Os negócios nos portos não fluíram porque, sem Chicago devido ao Dia de Ação de Graças nos EUA, deixou tudo parado”, explica Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting.

No interior, a exceção ficou por conta do Oeste da Bahia, onde a saca de soja subiu 1,63% para R$ 62,50 e Pato Branco, no Paraná, com R$ 65,50 e ganho de 0,92%.

 

 

A pouca movimentação do dólar – ainda em função do feriado nos EUA – também não colaborou para a formação das cotações nesta quinta. A moeda americana fechou a sessão com queda de 0,38% e valendo R$ 3,223. Essa é, segundo informações do UOL, a quinta baixa seguida da divisa.

sobre o clima na América do Sul pesando diretamente na Bolsa de Chicago. Há, até esse momento, algumas preocupações com o plantio da safra 2017/18 no Brasil, porém, os problemas mais graves poderão ser sentidos pela Argentina.

Confirmadas as incertezas que, por enquanto, só rondam o mercado, os preços poderiam, como explica o consultor de mercado Ênio Fernades, da Terra Agronegócios, engrenar em uma tendência de alta mais consistente, chegando a romper o patamar dos US$ 10,05 por bushel.

“Dependendo da saúde financeira e da necessidade de venda, este é um patamar no qual os produtores poderiam considerar vender a safra nova da oleaginosa”, diz.

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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