Nunca antes, na história deste país… Por Mário Machado

Nunca antes, na história deste país um presidente da república foi processado, condenado e, muito menos, preso. A bolsa de apostas em Londres está louca com o dia em que Lula será preso. Que agonia. Desnecessária!

Vira para um lado, remexe para o outro e simplesmente volta à cena jornalística, nas rodinhas de conversas, a prisão de Lula. Que troço chato.

Somos tão idiotizados assim? Estamos tão imbecilizados assim? Estamos tão descerebrados assim? Palavra que eu não agüento mais. Dizem que estrume quando mais se mexe, mais fede. O fedor extrapola as fronteiras brasileiras. Que pobreza de espírito de nossa parte.

O Brasil não é só a prisão de Lula. O Brasil não é só a reforma da previdência. O Brasil não é só a Lava Jato. O Brasil é muito mais. O Brasil é maior.

Nunca antes, na história deste país, vi um processo depressivo tão grande, porém está chegando o carnaval. Muitos vão dizer que é para o povo desopilar suas dores, tristezas, magoas e frustrações. Eu prefiro ver com olhos menos benevolentes. Não sou fanático pelas festas de Momo, só acho que precisamos mais de trabalho do que festa. O momento é crucial e poucos se dão conta.

Passada as festas carnavalescas o que sobrará? Ressaca, DST’s, Gravidez indesejada, os chamados “filhos de Momo”. Se fossem movidas ações de investigação de paternidade e de alimentos, o “Rei” mudaria de planeta. Lógico, até para não me tomarem como reacionário, muita alegria, muita felicidade, porém efêmera.

Nunca antes, na história deste país, se perdeu tanto tempo com tanta bobagem. Estamos meio que anestesiados, estamos virado do avesso. Completamente e não nos damos conta. Parece que caiu uma neblina sobre nossos olhos e cegamos ao resto. Quero ser realista, mas me entristeço. A realidade é dura, é muito feia. Vejo cada vez mais pessoas querendo sair do país. Que tristeza!

Não podemos nos abater, temos que lutar muito para reverter o quadro no qual estamos presos.

Nunca antes, na história deste país me vi tão triste e ao mesmo tempo tão esperançoso, como eu disse em minha ultima coluna, estou virando o meu próprio jogo. Mas este sou eu.

Nunca antes, na história deste país…!