Feliz ano novo! Calma, eu explico. Por Maurício Fernandes

 

 

Peço que não me confundam. Não sou aquele famoso corredor de fórmula 1. Mas realmente é ano novo neste país, pois bem sabemos, tudo se inicia após o Carnaval.

Ah! O Carnaval! Segundo o dicionário, festa profana originada na antiguidade e recuperada pelo Cristianismo. Para muitos, um momento mágico, quando todos os problemas e mazelas pessoais, coletivas e institucionais estão resolvidas. Bem, pelo menos até a quarta-feira de cinzas e até o Nazaro passar.

Mas eis que na madrugada a Escola de Samba Paraíso do Tuiuti resolve em pleno Sambódromo Carioca, revogar esta máxima, antes mesmo de que se tenha conseguido aprovar a reforma da previdência desfila pela avenida toda a dor e sofrimento de muitos que se sacrificam, voluntariamente, ou não, pela construção destes muitos brasis, que acinte! Temo que lhes custe caro.

A imagem do folião, acima postada, traz ao invés do sorriso aberto comum aos que desfilam, os olhos tristes, desesperados, mostrando toda sua dor, sua amargura. Talvez, por não conseguir cantar o samba, talvez por sentir-se incorporado de todo sofrimento e injustiça que se comete contra o povo deste 1530.

Para mim, se mostra a mais perfeita imagem deste carnaval, num pais, que embora tenha abolido a escravidão, continua escravocrata, num país aonde temos a casa grande bem representada nas imorais mordomias de nossos parlamentares, governantes e dos guardiões de nossa constituição. A dor que emana deste triste olhar pode se referir ao imenso arrocho tributário que se vive neste país, e que causaria espanto até na dinastia dos Bourbons. Que falta nos faz uma bastilha, ou, quem sabe uma eficaz guilhotina.

Mas como somos democratas e devidamente biometrizados no TSE, devemos usar a única arma que temos, o voto, aliado às redes sociais, não para postar bobagens, mas para produzir um debate, não “globalizado” do país que queremos (com o celular na horizontal), mas um debate universalizado, do que podemos fazer agora para garantir o país de nossos filhos. Afinal, o Brasil do futuro, como ouvíamos na nossa tenra infância, se tornou o país do presente e cabe a nós transformá-lo em algo melhor.

Um Bom Ano a todos, de muito trabalho e sucesso, pois acaba em seis meses, visto que já se passaram quase dois meses e nos próximos quatros trabalharemos para sustentar a máquina pública. O que restar, se restar é nosso!

Até a próxima!

A foto em destaque é do site apostagem.com.br  que mostra um dos integrantes da Escola de Samba Paraíso do Tiuiti que desfilou este no Rio de Janeiro e levou ao sambódromo  o enredo ‘ Meu Deus, meu Deus está extinta a escravidão?”

 

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