E agora José? Por Mário Machado

Antes da prisão de Lula era voz corrente que ele seria imbatível nas eleições 2018.

Após a prisão de Lula é voz corrente de que ele é imbatível nas eleições 2018.

Ambos os espectros acima têm por base as pesquisas Datafolha, o que por si só se tornam questionáveis, pior ainda desconsideram candidatos que estão aparecendo e se pronunciando.

Usando de um mínimo de clareza, o ex-presidente mudou o seu domicilio eleitoral de São Bernardo do Campo – SP para Curitiba – PR, detalhe, ele não vai poder votar, que dirá ser votado. Vejam na sequência a minha análise.

Vamos analisar com frieza o que pode ocorrer em verdade. Se o TSE recepcionar o registro da candidatura, pode indeferi-la pelo chamada Lei da Ficha Limpa ou Lei da Ficha Suja como queiram. Não estou sendo apocalíptico, estou sendo realista, única e tão somente.

Superada esta questão a mesma pesquisa desconsidera pré-candidatos que estão trabalhando e considera pessoas que sequer estão oficializadas como pré-candidatos.

E agora José?

Agora temos que encarar que o Brasil padece de nomes e figuras que possam assumir o protagonismo de verdadeiras lideranças, parecem que são jogados no ar, jogados ao acaso, quem quiser pegar que pegue, quem quiser engolir que os engula.

Tirando os nomes, tipo figurinha carimbadas da política, o que temos efetivamente de NOVO? Temos nomes que são menosprezados até pelos próprios interesses de quem detém algum tipo de poder, inclusive de pesquisas.

Percorro as ruas de minha cidade e vejo inúmeros carros com adesivos de um pré-candidato que aparece como uma espécie de salvador da pátria, e não é o que precisamos. Os verdadeiros salvadores da pátria somos nós cidadãos, somos nós eleitores, porem ignoramos o nosso protagonismo, pior, menosprezamos.

Estas eleições podem ficar marcadas na história como um grande divisor de aguas, como um marco maravilhoso a ser enaltecido, pois podemos sair do antes de tudo o que se descobriu para uma nova estrada a ser percorrida, sem as mazelas correntes.

Temos a oportunidade de virarmos o jogo, podemos mudar este país se nós assumirmos as nossas responsabilidades e fizermos o que deve ser feito: votarmos com consciência e promover uma limpa no meio político que, infelizmente é um mal necessário.

Acredito muito na mudança, na virada de jogo e nos resultados que podem advir destas eleições, depende única e exclusivamente de nós.

Vamos renovar tudo, é a nossa chance. Não reeleja ninguém.

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