Para que um aeroporto? Por Maurício Fernandes

Desde sua construção como base aliada na segunda grande guerra, depois como rota obrigatória de todos os voos vindos do norte e nordeste em direção ao sudeste brasileiro, até a inauguração do aeroporto de Brasília, sua importância vem diminuindo.

No sentido oposto ao vertiginoso crescimento econômico do oeste baiano este equipamento vê cada vez mais distante sua ampliação e adequação à aviação comercial atual.

Dentre as inúmeras dificuldades que conhecemos, tais como: terminal obsoleto, pátio de manobras pequeno, pista curta e inexistência de operações por aparelhos, dentre muitas outras, talvez a maior delas seja a apatia de quem devia elevá-lo a uma categoria superior de operação.

Situado numa região central do “além São Francisco” inclui num raio de 300 km expressivo percentual do PIB do MATOPIBA, uma população considerável e condições de atender as cidades da Bahia, Piauí, Tocantins, Goiás e Minas Gerais, extremamente carentes de voos regulares a preços compatíveis e opções para transporte comercial de mercadorias.

Desde o começo deste século parte da sociedade barreirense vem se manifestando e buscando a ampliação deste aeroporto, incluindo o saudoso Bispo de Barreiras D. Ricardo Weberberger, sem muito sucesso.

E hoje, não obstante a logística da operação, mais uma vez nos é dada a confirmação da pouca importância deste aeroporto perante seu proprietário, que é o governo estadual.

Ao visitar por mais uma vez a região, pretere o uso do que lhe pertence para acessar uma outra pista de pouso. Pode não ser importante, mas é simbólico.

É o mesmo que alguém, ao convidá-lo para um jantar, prefira usar a casa do vizinho por ser melhor que a sua.

Que o Governador sempre venha a região, e sempre seja muito bem vindo.

Apenas esperamos, que brevemente, venha assinar a ordem de serviços para a modernização do nosso aeroporto.

Até a próxima!

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