Sem poder falar na Globo, Galvão quebra o protocolo e detona Neymar

A Seleção Brasileira se despediu da Copa do Mundo da Rússia e deu adeus ao sonho de conquistar o hexacampeonato. Mas Galvão Bueno cansou de ficar caldo. Prova disso é que, em entrevista à Rádio Itatiaia, o narrador soltou o verbo e questionou o camisa 10. Disse que Neymar precisaria dar explicações pelo baixo rendimento no Mundial da Rússia.

“Esperava que ele explicasse por que não foi o Neymar que ele mesmo esperava e que todos esperavam. O Alisson falou, o Miranda falou, o Renato Augusto falou, o Douglas Costas falou… acho que cabe àquele que é o líder técnico do time, à grande estrela do time, acho que passa sim por um processo de ter que dizer. Se ele acha que foi bem na Copa ou não. Qualquer coisa, mas que falasse. Cada um tem sua responsabilidade. Esperava muito mais dele, mas também não digo que ele seja culpado”, afirmou.

É a primeira vez que Galvão quebra o protocolo e detona o jogador. Na Globo, ele era “censurado”. De acordo com a jornalista Keila Jimenez, se o narrador ousasse criticar Neymar, o troco viria em forma de corte de relações com a Globo, como já aconteceu recentemente. Os “parças” do atleta também estavam a postos para detonar nas redes sociais o narrador e comentaristas que fizessem o mesmo.

Mas, com a eliminação, Galvão voltou a falar. “Ele (Neymar) não esteve bem no primeiro jogo, foi razoável no segundo, foi bem no terceiro e no quarto. O jogo da Bélgica era o dia dele brilhar. O Coutinho começou maravilhosamente bem e depois caiu. Gabriel Jesus também não foi feliz. Eu não gosto de elencar culpado, é o conjunto da obra. Ninguém tem que ser crucificado”, explicou Galvão.

Quem também aproveitou o momento “fora da Globo” e criticou o jogador foi o comentarista Casagrande. “Falar via Instagram é fácil e pouco significa”, disse o comentarista da Globo em entrevista. Ele ainda afirmou que o jogador precisa saber se portar também diante das cobranças. “Falar ao seu povo após um derrota dolorosa, mais honrada, era o mínimo”, disse Casão.

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