Vereador acusado de abusar de criança está preso em Barreiras

O presidente da Câmara de Riachão das Neves, Antônio Rodrigues dos Santos, o popular “Antônio de Ulisses”, se presentou a polícia na quarta-feira (15) na companhia de um advogado. Ele estava foragido desde que surgiu a denúncia de abuso sexual contra uma criança de 12 anos. A Polícia Civil está investigando o caso e o vereador está preso em cumprimento de um mandado de prisão temporária expedido contra ele. Os pais da vítima moram em Barreiras, onde o caso está registrado no Complexo Policial.

De acordo com conselheiros Tutelares de Barreiras, o crime vem acontecendo há mais de um ano e supostamente tinha envolvimento do avô da vítima, amigo do vereador e outro homem ainda não identificado.

A garota disse que foi violentada sexualmente quando visitou as primas em São José do Rio Grande, município de Riachão das Neves. Revelou ainda que as primas de nove e onze anos eram submetidas a sessões de sexo grupal durante aulas de informática que aconteciam na Colônia, que era administrada pelo vereador.

Somente a denúncia da garota de 12 anos está sendo investigada, as outras vítimas serão acompanhadas e ouvidas por entidades de amparo e órgãos de segurança de Riachão. Com base nas denúncias do MP, a Polícia Civil realizou apreensão de todos os aparelhos de comunicação na casa de Antônio de Ulisses em Barreiras e na Colônia de Pescadores que possam ajudar nos trabalhos de investigação.

Com a ausência de Antônio de Ulisses, a vice-presidente da Câmara Municipal de Riachão das Neves, Socorro de Tonho de Santo assume interinamente a presidência. Ela já presidiu a sessão da última segunda-feira (13).

Polícia suspeita de outros casos

O site Mais Oeste apurou que já existiam denúncias extra oficiais de que o vereador já teria abusado sexualmente de outras crianças e que já teria tido vários conflitos entre as famílias por causa da situação. Uma fonte da polícia acredita que a partir de dessa denuncia oficial, outros casos poderão vir a público.

Os computadores que foram apreendidos podem ter indícios de que existem fotos de menores e outros materiais alusivos à pedofilia.

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