A noite que fui abordado por uma Blitz policial, por Ronimarkes Mota

   O trabalho da polícia militar vem se adequando a sociedade moderna fazendo ações educativas e restritivas quando necessário. Inegavelmente o policial dos anos 2000 é muito mais preparado do que no passado, são pessoas que tem um conhecimento diferenciado e um treinamento que faz da polícia uma instituição contemporânea sendo uma parceira da sociedade e muito mais receptiva.  Em Todo o sistema existem falhas e indivíduos que não seguem essas orientações, mas antes que alguém que esteja lendo este texto diga que não é bem assim, garanto e recorro aos mais experientes de como era e como é hoje o policial moderno,  sem dúvidas são muito mais preparados e que passam uma sensação de segurança, não é atoa que a polícia militar do Oeste da Bahia foi uma das premiadas em uma concurso realizado pela Secretaria de segurança do Estado para as corporações que conseguissem índices na redução da violência, por sinal a Polícia militar Oeste foi a que obteve a maior redução da violência comparada com as outras regiões.

Fui abordado e aprovei a ação policial 

Há pouco  tempo eu fui abordado por uma guarnição da Polícia Militar quando retornava para a minha residência. Um carro da polícia apontou que eu parasse, três homens saíram do carro e fizeram toda a abordagem, eu figura até conhecida da sociedade e parceiro da Polícia seja Militar, Civil ou Rodoviária, sendo agraciado em certa oportunidade com o título de parceiro da polícia reconhecimento dado pelo  Coronel  do 10  BPM Jaime Magalhães, além de coberto jornalisticamente várias ações policiais desde o Coronel Bahia, passando por várias outros comandos que nos deram também votos de confiança sem ferir a ética profissional. Na abordagem os policiais agiram corretamente e verificaram que tudo estava em ordem. A patrulha da RONDESP ( Ronda especial ) Oeste sob o comando do capitão Carlos Simões  está de parabéns por que souberam agir sem tirar a tranquilidade do cidadão e fazendo a proteção da cidade e com issso reduzindo os índices de violência.

foto: ilustrativa

Como se portar ao ser abordado em uma blitz de trânsito

Mas  vale lembrar que o cidadão precisa também seguir algumas regras  para facilitar o trabalho da polícia seja em que situação for, aqui vamos passar algumas dicas de como o cidadão deve agir em caso de abordagem dos policiais:

Segundo o Código de Processo Penal brasileiro indica que a polícia pode abordar as pessoas sempre que for necessário, Por isso, se você for parado pela polícia durante uma blitz de trânsito, o mais seguro é adotar comportamentos que torne o processo mais rápido e tranquilo possível – tanto para você quanto para o policial.

Quais comportamentos são esses?

1. Mantenha a calma

 Manter a calma é certamente uma das melhores formas de mostrar ao policial que você não está fazendo nada de errado, que todos os seus documentos estão em dia e não há razão para ele ser agressivo ou autoritário.

2. Controle seus movimentos

Devido ao aumento da violência nos grandes centros urbanos, é comum os policiais adotarem uma atitude mais “defensiva” ao abordar as pessoas em uma blitz de trânsito.

Dessa forma, se coloque no lugar do policial e reconheça que manter as suas mãos visíveis e não fazer movimentos bruscos o deixará mais seguro e, consequentemente, mais tranquilo ao fazer a abordagem.

3. Evite discussões e NUNCA toque no policial

A Legislação Brasileira assegura que todos os cidadãos são livres para ir e vir, se expressar livremente e não apresentar provas contra si mesmo, mas isso não significa que discutir com o policial é uma boa ideia durante uma blitz de trânsito.

Isso porque, como já citamos anteriormente, muitos policiais adotam uma atitude defensiva durante a abordagem e discutir ou tocar no policial pode dar vários motivos para que ele seja autoritário ou mesmo te acuse de crime de desacato à autoridade.

4. Apresente todos os documentos obrigatórios

Apesar de todas as dicas citadas até aqui serem extremamente valiosas para passar por uma blitz de trânsito da forma mais tranquila possível, a verdade é que a melhor maneira de evitar transtornos é sempre dirigir com os documentos obrigatórios.

  • Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC), Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou PPD (Permissão Para Dirigir).

  • Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).

Vale destacar que somente esses três documentos do primeiro item são válidos como comprovação de habilitação para dirigir no Brasil. Portanto cópias, documentos de identidade, passaporte, comprovantes de seguro obrigatório e IPVA não serão aceitos pelos policiais e o veículo poderá ser apreendido no próprio local.

Por isso, caso a sua CNH esteja suspensa, é altamente recomendável que você faça um curso de reciclagem para condutores infratores, que é a alternativa mais rápida e fácil para ter seus documentos legalizados novamente.

Conheça seus direitos

Embora na grande maioria das vezes o processo seja simples e tranquilo para o condutor, sempre é bom conhecer quais são os seus direitos ao ser parado em uma blitz de trânsito.

  • Solicitar a identificação do policial;

  • Ser revistado apenas por policiais do mesmo sexo que você;

  • Acompanhar a revista de seu carro;

  • Pedir que uma pessoa (que não seja policial) seja testemunha da revista;

  • Ser detido somente mediante a apresentação da ordem do juiz – com exceção de casos de flagrante;

  • Não falar e fornecer qualquer informação que não esteja presente nos documentos obrigatórios;

  • Avisar sua família e seu advogado em casos de prisão;

  • Não ser algemado se não estiver sendo violento ou tentando escapar das autoridades.

Caso algum desses direitos sejam desrespeitados ou a autoridade seja abusiva durante a abordagem, é importante registrar informações como nome, aparência e número da viatura. Se possível, também é importante ter o contato de testemunhas que presenciaram a situação.

Com essas informações, você pode entrar em contato com a Ouvidoria da Polícia Militar do seu Estado ou comparecer pessoalmente em qualquer unidade da Polícia Militar para registrar a ocorrência.

Fonte: ICETRAN ( Instituto de Certificação e Estudos de Trânsito e Transporte )

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