Procura por vacinas contra hepatite A e HPV têm queda na Bahia

O percentual de pessoas que procuram unidades de saúde para se imunizar contra doenças diversas vem caindo nos últimos anos na Bahia, conforme levantamento da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), divulgado nesta quinta-feira (14). Contra o HPV, por exemplo, o número de meninas vacinadas não chega a 18%. Além disso, das pessoas que precisam ser imunizadas contra a hepatite A, quase metade ainda não procurou postos de vacinação.

A queda na procura por vacinação em todo o estado vem ocorrendo desde 2016, segundo a Sesab.

A procura pela vacina tríplice viral, por exemplo, caiu mais de 20% nos últimos dois anos. Em 2017, 81% do público-alvo foi imunizados. Já em 2018, apenas 60% se vacinaram.

Contra a hepatite A, 74% se vacinaram em 2017. Já em 2018, somente 54% se imunizaram.

A taxa de imunização contra pneumonia caiu de 81% (em 2017) para 63% (em 2018). A da meningite caiu de 77% (em 2017) para 58% (em 2018).

Contra a paralisia infantil, a redução foi de 16% — em 2017, 74% se vacinaram, enquanto em 2018 apenas 58% procuraram os postos para se imunizar. Contra o rotavírus, em 2017, 71% se vacinaram. Já em 2018, a taxa de vacinação de apenas 59%.

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV), por sua vez, atingiu até agora apenas 17% das meninas e 9% dos meninos. “O HPV é uma doença que é transmitida sexualmente, bem como hepatite A, hepatite B, e muitas vezes os indivíduos não se preocupam com vacina”, afirma a infectologista Jacy Andrade.

“Vacinação não é privilégio infantil. A preocupação com a vacinação ela deve ocorrer do recém-nascido ao idoso, porque todas as faixas etárias têm indicação de, periodicamente, rever o calendário vacinal, ver se precisa de um reforço, ver se precisa de uma vacina nova, para que o indivíduo se atualize nesse calendário”, completou a especialista.

A Sesab diz que há uma “falsa sensação de proteção” por parte das pessoas pelo fato de algumas doenças já estarem fora de circulação. No entanto, o órgão alerta que isso não é motivo para descartar novos surtos.

“Os vírus vão estar circulando pelo mundo. A circulação de pessoas é muito intensa, em situação como carnaval, verão, de uma maneira geral. Então, uma população com uma cobertura vacinal baixa significa portas e janelas abertas para a entradas desses vírus. Fazer o dever de casa é garantir um contingente populacional bem vacinado”, destaca Ramon Saavedra, coordenador de imunização da Sesab.

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