Uma loba-guará chamada MEL, por Mário Machado

Esqueça tudo o que você sabe sobre preservação ambiental, sobre meio ambiente, esqueça inclusive aquela história do feijãozinho que você colocou no copinho com algodão e viu a plantinha germinar. Esqueça. O mundo mudou. O universo da preservação ambiental é infinitamente maior do que você imagina.

No último dia 18/05, atendendo a um convite do presidente da OAB, Subseção Luís Eduardo Magalhães, Dr. Arthur Granich, e na companhia do Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Subseção, Dr. Gilberto Frare e eu como Presidente da Comissão de Defesa da Vida Animal, realizamos uma visita institucional ao Parque Vida Cerrado, em Luís Eduardo Magalhães.

Na oportunidade, fomos recepcionados pela talentosa e competente bióloga, Gabrielle Rosa, que coordenou os trabalhos com a apresentação do Parque, suas características, projetos, animais que o compõe, traçando, em paralelo, os desafios atuais e do futuro.

Ficamos impressionados com os trabalhos desenvolvidos no Parque Vida Cerrado, demonstrando a preocupação com a preservação de espécies silvestres, sobretudo, as com risco de extinção, bem como com desenvolvimento de projetos e programas voltados a educação ambiental.

A partir de agora, a OAB Luís Eduardo Magalhães é parceira do Parque Vida Cerrado.

Uma das estrelas do parque roubou, literalmente, nosso coração, trata-se da lobo-guará MEL, que espetáculo de animal. Além da beleza natural do animal, o qual eu nunca tive a oportunidade de conhecer antes, ela tem uma característica própria, ela se aproxima da grade e com ganidos e certos uivos, pede carinho aos tratadores e aos visitantes. Podemos fazer carinho na Mel. Espetacular.

Fomos apresentados ao projeto em sua forma institucional, mas o contato com os animais foi algo inenarrável. Infelizmente, por conta das minhas condições de saúde, a visita foi interrompida. A visita foi interrompida, mas não o que nasceu desta visita. A OAB e nós três nos tornamos parceiros do Parque Vida Cerrado.

Conduzir um projeto desta magnitude envolve muita dedicação, muita disciplina, muita devoção, porque não é fácil. Pelo contrário. A dificuldade de compreensão por parte das empresas da grandiosidade do projeto, associado ao desconhecimento das pessoas, inclusive dos formadores de opinião, dos propagadores do conhecimento, ocasiona uma defasagem imensa entre o que o Parque faz e o que pode oferecer.

Eu mesmo vi que era um analfabeto em preservação, em meio ambiente, em conservação, enfim, em tudo que diz respeito ao projeto.

Mea Culpa, o Parque existe a um bom par de anos e, mesmo morando há 20 anos aqui na cidade de Luís Eduardo, esta foi a primeira vez que fui ao Parque. Vergonha minha!

Por uma feliz coincidência, estava visitando o Parque uma representante do Greenpeace, entidade internacional de proteção e preservação ambiental, que dispensa apresentações, que está na região, Adriana Charoux, por razões de tempo não podemos conversar muito com ela, mas foi gratificante também.

Saímos do Parque Vida Cerrado profundamente impactados e já elucubrando projetos entre a OAB e o Parque.

Atuaremos sim enquanto instituição, OAB, mas também como cidadãos, como seres humanos com a obrigação de propagar que temos um Parque desta magnitude e que precisa ser conhecido pelos oestinos, baianos, brasileiros e estrangeiros. Muito mais que conhecido, precisa de todo apoio que as pessoas e as empresas puderem dar.

Para saber mais sobre o Parque acesse: o site http://vidacerrado.org.br/

Texto e foto com a colaboração Dr. Arthur Granich

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