Rubens Ewald Filho, crítico de cinema, morre aos 74 anos

Considerado um dos maiores especialistas em cinema, Rubens Ewald Filho morreu aos 74 anos nesta quarta-feira (19). Ele estava internado estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Samaritano, em Higienópolis, na região Central de São Paulo.

O crítico foi internado no dia 23 de maio após sofrer um desmaio seguido de uma queda de escada rolante. Ele passou por um tratamento cardiológico e das fraturas decorrentes da queda, mas não resistiu.

O corpo do jornalista e crítico de cinema será velado na manhã desta quinta-feira (20) na Cinemateca Brasileira, na Vila Clementino, na Zona Sul de São Paulo. A cerimônia está prevista para às 8h.

Trajetória 

Nascido em Santos, Rubens Ewald Filho assistiu a mais de 37 mil filmes. Começou a carreira no jornal “A Tribuna”, de Santos, em 1967.

Em mais de 50 anos de carreira, passou por alguns dos maiores veículos de comunicação e emissoras de TV no país.

Seu primeiro trabalho como autor de novelas foi “Éramos seis”, adaptação para a TV Tupi do romance homônimo de Maria José Dupré em 1977. Escreveu a novela com Sílvio de Abreu.

No ano seguinte, mudou-se para a TV Globo e escreveu “Gina”, outra adaptação de Maria José Dupré. Também é autor de “Drácula, Uma História de Amor”, “Iaiá Garcia” e “Casa de Pensão”, entre outras.

Como ator, participou dos filmes “Amor Estranho Amor”, “A casa das tentações”, “Independência ou Morte”, “As gatinhas” e “A herança”.

Ele foi grande responsável por popularizar o papel de crítico, ao falar de maneira mais técnica sobre filmes em vários canais da TV. Trabalhou na Globo, SBT, Record e Cultura.

Na TV por assinatura, comentou filmes na HBO, Telecine e TNT, sua emissora mais recente. No canal, participava da transmissão das maiores premiações, incluindo o Oscar.

Além da crítica, escreveu livros como “Dicionário de cineastas” e atuou como consultor em projetos como o Pólo de Cinema de Paulínia (SP), entre outros.

Rubens escreveu os roteiros de “A árvore dos sexos” (1977) e “Elas são do baralho” (1977), filmes dirigidos por Abreu.

Todo seu conhecimento sobre cinema Rubens Ewald Filho deixou registrado também em livros como “Dicionário de Cineastas”, “Cinema com Rubens Ewald Filho”, “Os 100 Maiores Cineastas”, “O Oscar e eu” e “Os 100 Melhores Filmes do Século 20”.

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