Após determinação, cerveja contaminada é retirada de circulação em todo o país

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento determinou na tarde desta segunda-feira (13) que a cervejaria Backer, com sede em Belo Horizonte, recolha todos os seus produtos que estão à venda no mercado, produzidos entre 1º de outubro de 2019 e 13 de janeiro de 2020. A medida atinge todos os 21 rótulos produzidos pela empresa.

De acordo com o Ministério, a comercialização das bebidas está suspensa em todo o território nacional, até que seja descartada a possibilidade de alguma dessas marcas estar contaminada por substâncias tóxicas, conforme foi verificado em amostras de três lotes da cerveja Belorizontina.

Já foram encontradas amostras de dietilenoglicol em três amostras da marca. A Polícia Civil de Minas Gerais investiga se essa foi a substância que causou uma morte e outras dez internações por uma “doença misteriosa” no estado desde o final de janeiro.

Para o Ministério, embora não tenham sido realizados exames laboratoriais em todas as marcas da Backer, essas bebidas também estão sendo analisadas. Caso seja constatada a presença de alguma substância tóxica, novas medidas serão tomadas pelo Ministério.

Lotes da Belorizontina em que a polícia identificou substância tóxica:

L1-1348 — apontado pela polícia como contaminado desde a semana passada

L2-1348 — apontado pela polícia como contaminado desde a semana passada

L2-1354 — anunciado hoje como contaminado

Segundo força tarefa criada por autoridades mineiras, a substância também foi detectada por exames de sangue em 5 dos 11 pacientes afetados por uma síndrome nefroneural (que compromete rins e sistema nervoso) entre o fim do ano passado e o início deste ano.

Os pacientes procuraram as unidades de saúde com problemas gastrointestinais e alterações neurológicas como paralisia facial, visão borrada, amaurose (perda da visão parcial ou totalmente) e alterações sensitivas.

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