Na Bahia, 6 em cada 10 pessoas moram em domicílios onde alguém recebeu o Auxílio Emergencial

A Bahia tinha, em maio, o segundo maior número de pessoas do país vivendo em domicílios onde alguém recebeu o Auxílio Emergencial do governo contra a Covid-19. De acordo com pesquisa do IBGE, ao todo, 9,1 milhões de baianas e baianos foram de alguma forma atendidos por esse auxílio, o que significou 6 em cada 10 pessoas no estado (61,2% da população).

Essas pessoas viviam nos 2,6 milhões de residências onde pelo menos um morador recebeu o Auxílio Emergencial no estado, o que representava pouco mais da metade dos domicílios da Bahia (54,6%).

O valor total do Auxílio Emergencial recebido pela população baiana chegou a algo em torno de R$ 2,4 bilhões, em maio, representando 10,3% do montante destinado nacionalmente a dar alguma proteção social às pessoas e ajudá-las a enfrentar os impactos econômicos causados pela pandemia.

O Auxílio Emergencial é voltado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados.

Tanto na população absoluta quanto no número de domicílios atendidos e no volume total de recursos distribuídos, a Bahia ficou atrás apenas de São Paulo. O estado mais populoso do país, e que registra mais casos e mortes por Covid-19, tinha, em maio, 15,3 milhões de pessoas (33,2% da população) morando nos 4,4 milhões de domicílios atendidos pelo Auxílio Emergencial (28,8% do total), que somou um montante de R$ 3,6 bilhões (15,5% do valor nacional).

Na Bahia, o Auxílio Emergencial médio recebido por domicílio foi de R$ 885, apenas o 13o maior entre as 27 unidades da Federação. Amapá (R$ 1.028), Amazonas (R$ 983) e Maranhão (R$ 979) tiveram os maiores valores médios por domicílio, em maio.

Mesmo não estando entre os mais elevados, esse auxílio representou um aumento de 25,9% no rendimento domiciliar per capita médio dos baianos, em maio, que passou de R$ 628,7 para R$ 791,5 (mais R$ 162,8).

Foi o quarto maior aumento percentual entre os estados, abaixo dos verificados em Maranhão (+32,7%), Amapá (+28,8%) e Alagoas (+26,9%). Ainda assim, o rendimento domiciliar per capita médio na Bahia (R$ 791,5) se manteve como o quinto mais baixo do país.

*Agência IBGE

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