Compra do Twitter: Como entender os investimentos de Elon Musk?

Foto//Getty Images

A compra do Twitter pela bagatela de US$ 44 bilhões colocou o nome do bilionário sul-africano Elon Musk entre os assuntos mais comentados desta semana e colocou em cheque seus critérios para a aquisição. No livro “Impacto”, o investidor e filantropo britânico Sir Ronald Cohen destaca o caráter social dos investimentos de Musk. Cohen defende que, com a Tesla, marca de carros elétricos de alto padrão, o empresário mudou para melhor toda a indústria automobilística.

Segundo o relatório de impacto mais recente produzido pela Tesla, a empresa já vendeu mais de 550 mil veículos elétricos. Isso se traduz em uma economia de mais de quatro milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono, se consideradas as emissões dos veículos de combustão interna.

Com a figura de Elon Musk em alta, a leitura do livro de Cohen é uma ótima dica para entender o perfil do empresário e conhecer mais sobre os princípios dos Investimentos de Impacto.

O futuro do capitalismo será guiado pelo impacto social

O fenômeno da concentração de riqueza segue em pleno crescimento no mundo todo. Dados de 2021 revelam que os bilionários detêm 11% da renda mundial. Em contrapartida, os 50% mais pobres ficam com apenas 2% deste montante. Convencidos de que não há futuro no capitalismo selvagem, grandes investidores e empresários já voltaram a atenção para as injustiças causadas pelo desequilíbrio financeiro entre classes.

Em Impacto, livro best-seller do Wall Street Journal, lançado no Brasil pela Matrix Editora, o filantropo e investidor Sir Ronald Cohen reforça seu papel como um dos líderes do movimento que defende uma revolução no sistema econômico atual.

Por suas ideias visionárias, Cohen é conhecido como o “Papa” dos negócios de impacto. Estas iniciativas alinham os objetivos do setor privado e dos governos em busca de soluções para questões sociais e ambientais. A intenção é mobilizar capital e potencial inovador em prol de transformações profundas e duradouras em toda a comunidade. Com isso, seria possível reduzir as tensões e a sensação, por parte dos desfavorecidos, de que eles estão presos para sempre na situação em que se encontram.

Precisamos de novas soluções voltadas tanto para os nossos desafios sociais quanto para os ambientais – dois problemas que no momento estão em rota de convergência, uma vez que vemos as mudanças climáticas provocarem ondas de migração forçada. Mas de onde virão as soluções ousadas de que necessitamos? Se nem os governos e o setor privado foram capazes de promover melhorias urgentes numa escala significativa, talvez a resposta esteja numa modificação do nosso sistema econômico. (Impacto, pág. 26)

Sir Ronald Cohen ressalta que o capital privado não só pode como deve fomentar negócios que promovam mudanças sociais e ambientais. Por isso, o livro não trata de conceitos utópicos, mas sim de iniciativas que já apresentam resultados reais. Como diz o autor, é possível “fazer o bem e se dar bem”.

Os problemas sociais, como a evasão escolar, reincidência criminal e falta de saneamento têm um custo elevado para a sociedade e os governos. Programas estruturados para minimizar ou erradicar estas situações geram ganhos para toda a comunidade.

Este é o caso do empresário Steve Case que investiu US$ 30 milhões em um programa de refeições escolares que alimenta crianças carentes nos Estados Unidos e ao mesmo tempo alcança rendimentos na casa de US$ 150 milhões.

A obra serve como guia para aqueles que desejam se aventurar no universo dos negócios de impacto e oferece novas percepções sobre investimentos, retornos e lucratividade. Impacto é uma leitura indicada para pessoas de negócios, lideranças, governantes e filantropos que desejam fazer a diferença e querem despontar como pioneiros da inovação.

LC – AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO

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