Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, foi preso na manhã desta quinta-feira (18) em Atibaia, cidade do interior paulista. Segundo a TV Globo, Queiroz estava num imóvel do advogado do filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Frederick Wassef, e não resistiu à prisão. Além da prisão, policiais também fazem busca e apreensão no local.

Os mandados de busca e apreensão e de prisão foram expedidos pela justiça do Rio de Janeiro, num desdobramento da investigação que apura suposto esquema de rachadinha (repasse, por parte de um servidor público, de parte de seu salário) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Flávio foi deputado estadual de 2003 a 2019.

Queiroz será levado para o Palácio da Polícia, no centro de São Paulo, para procedimentos legais e deve ser transferido ainda hoje para o Rio de Janeiro.

Movimentação atípica

Um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) indicou movimentação financeira atípica de Queiroz, que é amigo do presidente desde 1984.

Policial reformado ele, que havia atuado como motorista e assessor do então deputado estadual, movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. O último salário de Queiroz na Alerj fora de R$ 8.517. Queiroz, segundo investigação do MP, recolhia parte dos salários de funcionários nomeados no gabinete (vários deles com fortes indícios de serem fantasmas).

Duas delas são Raimunda Veras Magalhães e Danielle, respectivamente mãe e ex-mulher de Adriano da Nóbrega, apontado pelo MP como chefe da milícia que controla a comunidade do Rio das Pedras, em Jacarepaguá.

Os salários de Raimunda e Danielle na Alerj somaram, ao todo, R$ 1.029.042,48, dos quais pelo menos R$ 203.002,57 foram repassados direta ou indiretamente para a conta bancária de Queiroz, segundo o MP. Além desses valores, R$ 202.184,64 foram sacados em espécie por elas. Segundo o MP, isso viabilizaria a “simples entrega em mãos” de dinheiro para o ex-assessor.

Foto//Reprodução TV Globo

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