Depois das chuvas…Por Maurício Fernandes

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Saudações!

Segundo estudiosos, a Terra possui cerca de 4,54 bilhões de anos e os fósseis mais antigos do homo sapiens datam de 130 mil anos. Numa comparação ligeira, transformando a idade da Terra em um único dia, com 24 horas, é correto afirmar que a raça humana habita este planeta há apenas 2,5 segundos. Ou seja, somos extremamente recentes.

 Apesar de novatos, tivemos a capacidade de evoluir e dominar as mais diversas tecnologias garantindo meios para o crescimento populacional em todos os quadrantes deste planeta, quase sempre, com pouca sustentabilidade e com exaustão de recursos naturais.

A história do Oeste baiano é a repetição deste modo de ocupar. As pinturas rupestres encontradas na Serra da Bandeira, em Barreiras, comprovam a presença humana há milhares de anos, embora as grandes transformações sejam muito recentes.

Este ano de 2016 nos colocou dentro de dois extremos. Em apenas cinco meses, num piscar de olhos de nossa Terra passamos por uma grande enchente e vivemos a recente agonia do Rio Grande. O que aconteceu?

Ao contrário do senso comum, não existe um único vilão. A queda abrupta da vazão dos rios Oestinos não é provocada apenas pelo fenômeno climático “El Nino”, nem por uma alteração natural do clima. É, também, conseqüência direta da forma de exploração desta região. Ao clima, temos que juntar o desmatamento extensivo, a substituição da vegetação nativa por culturas junto às nascentes, a derivação de água dos rios ao limite da exaustão, a retenção de água por barragens além do razoável, a ocupação ostensiva das margens por chácaras de lazer, a excessiva impermeabilização do solo das cidades, o lançamento de esgotos sem o devido tratamento e as demais mazelas causadas pelo bicho homem.

E quais seriam as ações para reverter esta situação?

Educação, investimentos em saneamento ambiental e tecnologias mais eficientes do ponto de vista do consumo de água, macro-medição de todos os pontos de captação de águas superficiais e profundas, fortalecimento do Comitê de Bacia do Rio Grande, tarifação da exploração de água por atividades que tenham retorno financeiro com a inversão deste dinheiro em ações de recuperação e preservação da própria bacia, retomada das ações previstas pelo MPE no projeto “Rio Vivo”, e tantas outras.

Mobilize-se, adote a sua maneira de colaborar, levante esta bandeira!

Até a próxima!

Maurício Fernandes