Até tu Judas? Por Mário Machado Júnior

 

Quando lemos os evangelhos e vemos a passagem relativa a Judas, considerando ainda que os relatos são de 70 a 100 anos após a morte de Cristo, descobrimos espantados que até Judas, que era o tesoureiro do grupo de Jesus, fazia ou tentou fazer Caixa 2. Lembram das 30 moedas (dinheiro ilícito, de origem duvidosa, para prestar serviços escusos e por fim ninguém era o dono, só serviu para fazer um cemitério, ou seja, enterraram o dinheiro).

Com isso quero dizer que não foi a democracia quem inventou o caixa dois, porém foi ela quem permitiu que se descobrissem o que ocorreu desde 1995 para cá. Principalmente nos governos de 2003 a 2016.

A grande verdade é que a corrupção faz parte da vida do ser humano desde os seus primórdios. A primeira corruptora: a serpente; A primeira corrompida: Eva; O primeiro laranja: Adão. Então não é nada novo não minha gente.

A serpente com sua lábia excepcional deu a Eva a oportunidade de se deixar corromper pelo fruto proibido, que não era fruto como o conhecemos mas o acesso ao conhecimento sobre o bem e o mal. A serpente não queria um contrato milionário, porém com seu ato corrompeu, corrompe e continuará corrompendo por certo tempo, ainda, a humanidade.

Na época deles não havia a lava jato, mas Deus deu punição exemplar expulsando Eva e Adão do Paraíso. Ora, perderam a chance de fazerem grandes obras. Perderam playboys!!!

Judas, talvez não tivesse consciência de que alem de estar cumprindo o Contrato Universal, estaria fazendo um extra para os cofres da cruzada de Jesus, acabou sendo o delator da Lava Jato da época e entregou-o sem dó nem piedade. A diferença que não havia audiências de delação e ele simplesmente deram um beijo, sua “delação premiada”.

 

Assim como o dinheiro já não serve mais para os corruptos, corruptores e delatores, as trinta moedas de Judas só serviram para construir um cemitério, que é para onde estão indo as maiorias dos envolvidos na corrupção de hoje em dia, seja a cadeia, hospitais ou na melhor das hipóteses na prisão domiciliar.

 

Devemos e podemos concluir que o problema da corrupção é antigo, ele é crônico, ele é cíclico, passa de geração em geração, é mais ou menos como a gripe, só muda de forma, cor e tamanho, mas está lá, latente na humanidade.

 

Quem sabe um dia venhamos a exterminar este vírus!!!! Não é Judas?