FBI usa celulares ‘criptografados’ para prender mais de 800 pessoas em investigação mundial

Foto: Mike Blake/Reuters

Uma investigação mundial em que telefones “criptografados” foram vendidos ao crime organizado resultou em uma operação com mais de 800 prisões e a apreensão milhões de dólares, toneladas de drogas, centenas de armas e dezenas de carros de luxo, disseram autoridades nesta terça-feira (8).

A operação “Trojan Shield” (“Escudo de Troia”, em tradução livre) foi concebida em 2018 pela polícia australiana e pelo FBI, a Polícia Federal americana. Os celulares foram “plantados” durante três anos e podiam ser monitorados.

O FBI ajudou a infiltrar 12 mil aparelhos em 300 grupos criminosos em mais de 100 países, afirmou Calvin Shivers, da Divisão de Investigação Criminal da Polícia Federal americana, a repórteres em Haia. Quase 20 milhões de mensagens foram interceptadas.

A operação envolveu também a polícia europeia e resultou em prisões na Austrália, na Ásia, na Europa, na América do Sul e no Oriente Médio de envolvidos no tráfico internacional de drogas.

Foram apreendidos US$ 148 milhões em dinheiro e criptomoedas (cerca de R$ 750 milhões) e 32 toneladas de drogas (incluindo mais de oito toneladas de cocaína e também maconha, anfetaminas e metanfetaminas) em todo o mundo, além de 250 armas de fogo e 55 carros de luxo.

Não há informações sobre a participação do Brasil na operação até o momento.

*G1

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